O cinto de segurança nos faz arriscar
O cinto de segurança de três pontas criado pela volvo, está completando 50 anos. “Mas, antes de estourar o champanhe, merecido, devemos considerar que alguns motoristas provocam desastres justamente porque usavam esse dispositivo de proteção”, escreve Willian Ecenbarger na revista SMITHSONIAN. Segundo ele, os seres humanos têm tolerância natural para o risco. “o sentimento maior de segurança nos tenta a ser mais irresponsáveis”, diz. Cientistas chamam esta postura de compensação do risco.
O fenômeno não se restringe às estradas – está presente em todo lugar. Estudos sugerem que trabalhadores que usam cinto de apoio para as costas tendem a levantar cargas mais pesadas, e que crianças que usam equipamento esportivo de proteção no futebol se arriscam em entradas mais duras. Para autoridades da área de saúde, para o tratamento de HIV levou a um comportamento sexual mais arriscado.
Mas é na área econômica que a compensação do risco tem se manifestado da forma mais calamitosa. William Cohan, autor de HOUSE OF CADS, um livro sobre a queda do Bear Stearns, observa que “banqueiros de Wall Street assumiram riscos porque receberam milhões de dólares para isso e porque sabiam que haveria poucas conseqüências negativas se as coisas dessem errado”. O benefício de se correr o risco eram deles e a conseqüência desses riscos, dos acionistas. ……. Esta matéria é da editora Abril revista da semana edição 85 ano 3
Agora vocês podem estar se perguntando e/ou me perguntando o que tem esta matéria haver com nossa vida espiritual? Bem olhando para o campo da espiritualidade vemos que quanto mais o tempo passa e quanto mais experiência ganhamos, temos uma tendência natural de arriscar mais. Vejamos o caso de Sansão, enquanto Sansão estava voltado para a s coisas de Deus e sua incumbência de julgar Israel as coisas caminhavam até bem, mas ao se envolver com Dalila ele achou que por sua unção não sofreria nenhum tipo de risco ou que tal risco compensaria, fazendo com que ele brincasse com o perigo, o resto da história nos sabemos……. No caso de Davi também vemos que devido tamanho favor alcançado por ele através de Deus havia o colocado em uma situação confortável de poder todas as coisas, até ser repreendido pelo profeta. Poderia aqui descrever várias situações com os mais diversos personagem bíblicos, todos, claro com exeçaõ de Jesus, em algum momento arriscou mais do que deveria. Tais seguranças são perigosas para nossa vida espiritual, devemos antes de nos arriscar pelas veredas da vida espiritual nos conscientizar que há riscos, e que estes podem trazer conseqüências que podem ser irreparáveis. O apostolo Paulo diz que: “aquele que pensa estar em pé cuide para que não caia” analisemos esta palavra. Porque será que o apostolo não escreveu: “o que está de pé”, e sim “ o que pensa estar de pé”. Parece que ele sabia que quanto mais consciente da certeza da fé, mais nos arriscariam espiritualmente, ou seja, que a certeza e a solidificação da vida espiritual compensa os riscos por si próprio. Sejamos prudente como a serpente!









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